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    Tratamento para tipo raro de câncer no sangue é destaque no ES

    Tratamento para tipo raro de câncer no sangue é destaque no ES

    Especialistas fazem alerta para o cenário de diagnóstico tardio da mielofibrose no estado. 
    Pacientes capixabas conseguem obter o diagnóstico da doença em um tempo relativamente curto.
    A mielofibrose é um câncer que afeta as células responsáveis pela produção de sangue na medula óssea, e tem maior incidência em pessoas a partir de 60 anos, é uma doença rara com incidência inferior a 1,5 casos para cada 100.000 pessoas por ano. Como o paciente demora um tempo significativo para ser diagnosticado, isso prejudica muito as alternativas de tratamento e qualidade de vida. 
    O desenvolvimento lento e a falta de informação contribuem para o diagnóstico tardio; além disso, o fato de os sintomas serem considerados comuns faz com que eles sejam subestimados não só pelo paciente, mas também por profissionais de saúde que não sabem muito sobre a doença. 
    Entre os principais sintomas estão cansaço sem causa específica, fraqueza, anemia, palidez, suor noturno em excesso, palpitações, falta de ar, emagrecimento, perda de apetite e dor ou desconforto no abdômen1-2. 
    Com o passar dos anos, os pacientes com mielofibrose podem sofrer com sintomas que os tornam incapazes de seguir com suas rotinas de forma funcional - especialmente se não estiverem sob cuidados e recebendo o tratamento adequado. 
    O principal objetivo do tratamento desse câncer é reduzir o tamanho do baço, melhorar a qualidade de vida, diminuir os sintomas, melhorar a contagem de células sanguíneas, reduzir os riscos de complicações e evolução da doença para leucemia mieloide aguda (LMA), que pode acontecer entre 5% e 10% dos casos. 
    O único tratamento curativo é o transplante de medula óssea, porém, considerando que parte considerável dos pacientes não são clinicamente elegíveis para o transplante, outras possibilidades terapêuticas, como a terapia-alvo, são necessárias para melhorar a condição do paciente. 
    Os especialistas do Espírito Santo se reuniram no último mês, buscando aprofundar as discussões sobre o cenário da doença, melhorar a assistência aos pacientes e as perspectivas no tratamento da mielofibrose no estado. A Dra. Cristiana Solza, médica hematologista e Coordenadora do Serviço de Hematologia e Hemoterapia do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, com ampla experiência no tratamento da doença, conduziu o encontro e revelou os principais desafios dos pacientes da região. 
    "Diferentemente de outros estados, no Espírito Santo os pacientes conseguem obter o diagnóstico da doença em um tempo relativamente curto, mas enfrentam problemas em ter acesso aos melhores tratamentos. Um exemplo é que, nem o SUS, nem todos os planos de saúde oferecem o medicamento ruxolitinibe, uma terapia-alvo que permite uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes", pontua Dra. Cristiana. 
    Considerando essas questões, os debatedores chegaram a um consenso sobre o que poderia melhorar o tratamento da doença. "É necessário pensar em alternativas para redução de custo, como centralizar os atendimentos em centros de referência regionais, que contem com aporte financeiro e com profissionais qualificados, além de lutar para que o SUS e a ANS (responsável pelos planos de saúde) incorporem os exames genéticos necessários para o diagnóstico, assim como os tratamentos mais modernos para garantir o acesso dos pacientes", finaliza a médica.

    Fonte: https://novo.folhavitoria.com.br/saude/noticia/12/2019/tratamento-para-tipo-raro-de-cancer-no-sangue-e-destaque-no-es
    Departamento de Jornalismo (com informações: Folha Vitória)
    Kairós FM