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    Doença pode acometer pessoas e animais: saiba como identificar a Esporotricose!

    Doença pode acometer pessoas e animais: saiba como identificar a Esporotricose!

    A micose subcutânea surge quando o fungo do gênero Sporothrix entra no organismo, por meio de uma ferida na pele.
    Atualmente, sua ocorrência está cada vez mais relacionada à transmissão por animais, principalmente a partir de gatos domésticos infectados. 
    Antigamente a esporotricose era conhecida como a "doença dos jardineiros”, porque o fungo transmissor da micose (Sporotrhix spp) habita a natureza e está presente no solo, palha, vegetais, espinhos e madeira. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o fungo acomete, especialmente, indivíduos que residem em países de clima tropical e subtropical. 
    A doença é uma micose subcutânea, que é capaz de infectar pessoas e animais através de feridas abertas e corpos penetrantes, como os espinhos. Mas, de acordo com a médica veterinária Myrna Peres, hoje em dia, esse micro-organismo é capaz de penetrar a pele íntegra (sem feridas ou lesões).  Ainda de acordo com a veterinária, a esporotricose pode ser encontrado em todo mundo e cresce em detritos orgânicos úmidos (são sobras de animais ou vegetais). "O número de organismos encontrados nos fluidos de drenagem é muito maior em gatos do que em outras espécies, o que aumenta o risco de transmissão para outros animais ou seres humanos", alertou. 
    De acordo com o Ministério da Saúde, a doença pode ser classificada em quatro tipos. Esporotricose cutânea: caracteriza-se por uma ou múltiplas lesões, localizadas principalmente nas mãos e braços.
    Esporotricose linfocutânea: é a forma clínica mais frequente! São formados pequenos nódulos, localizados na camada da pele mais profunda seguindo o trajeto do sistema linfático da região corporal afetada. A localização preferencial é nos membros. 
    Esporotricose extracutânea: quando a doença se espalha para outros locais do corpo, como ossos, mucosas, entre outros, sem comprometimento da pele. 
    Esporotricose disseminada: acontece quando a doença se espalha para outros locais do organismo, com comprometimento de vários órgãos ou sistemas pulmonar, ósseo, e fígado. 
    A médica veterinária alerta que em relação ao pet, é preciso que o dono esteja atento aos sinais. "O felino apresenta lesões na pele que não cicatrizam e evoluem rapidamente. Na pele é caracterizado por nódulos avermelhados. Também pode ser observado que as lesões lembram abcessos e feridas por brigas, sendo mais comum encontra-las na face, no plano nasal, na base da cauda e nas pernas, e as lesões podem ser múltiplas ou solitárias", destacou a médica. 
    Na forma linfocutânea, Myrna Peres explica que aparecem nódulos cutâneos, que progridem para úlceras com secreção na pele, com comprometimento do sistema linfático. "É uma forma disseminada, é possível observar lesões ulceradas generalizadas no pet, além de apatia, febre, anorexia e alteração no trato respiratório. Já em cães a forma mais comum é a cutânea", explicou a especialista. 
    Diagnóstico 
    A veterinária alerta que quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maior são as chances de cura e menor as chances de contaminação, em humanos ou outros animais.


    Fonte: https://www.folhavitoria.com.br/saude/noticia/08/2019/doenca-pode-acometer-pessoas-e-animais-saiba-como-identificar-a-esporotricose
    Da Redação Multimídia
    Departamento de Jornalismo (com informações: Folha Vitória)
    Kairós FM