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Rádio Kairos - A rádio da família
    “Minas Gerais não pode ser mais a mesma”, afirma Dom Walmor.

    “Minas Gerais não pode ser mais a mesma”, afirma Dom Walmor.

    Arcebispo de BH afirmou ainda, em entrevista, que espera a punição dos responsáveis pela queda da barreira em Brumadinho.

    A oração pelos falecidos e, ao mesmo tempo, pelas famílias que ainda vivem a angústia pela falta de notícias de entes queridos que estão desaparecidos. Nesta quinta-feira, 31, o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi até Brumadinho, cidade devastada pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão no dia 25 de janeiro para presidir a Missa de sétimo dia pelas vítimas.

    Momentos antes da Santa Missa, Dom Walmor Oatendeu a imprensa em uma rápida entrevista coletiva em frente à Igreja Matriz de São Sebastião, que fica no centro da cidade.

    “Temos um longo caminho a percorrer. Minas Gerais não pode ser mais a mesma, assim como o Brasil tem que ser diferente. E nossa tarefa como Igreja Católica é ajudar, porque há um horizonte para o bem, para a justiça e a verdade”, afirmou Dom Walmor.

    O arcebispo de Minas Gerais também pediu a responsabilização dos responsáveis pela queda da barragem. “A nossa Igreja Católica, bem como todos os segmentos da sociedade, temos que cobrar justiça e responsabilização daqueles que foram os agentes deste crime”, ponderou o religioso. “A legislação minerária não pode continuar como está, se não veremos outras catástrofes”, reiterou.

    Já na Missa, durante a homilia, o arcebispo leu uma mensagem enviada pelo Papa Francisco, por meio do Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin. “Apesar das vicissitudes humanas, dos contratempos e das tragédias, é Ele quem conduz a nossa vida”. Em seguida, Dom Walmor pediu um minuto de silêncio pelas vítimas da queda da barragem na sexta-feira, 25.

    Dom Walmor, em tom assertivo, pediu novos rumos à sociedade. Afirmou que as empresas precisam valorizar mais o ser humano e não colocar o lucro acima de tudo. “Diante de toda esta tragédia, Minas Gerais não pode ser mais a mesma. Precisamos dar um novo rumo à nossa sociedade. Somos chamados a dizer não à idolatria do dinheiro”, protestou.

    Também estavam presentes na celebração o bispo auxiliar da arquidiocese, Dom Vicente de Paula Ferreira e o pároco da Paróquia São Sebastião, em Brumadinho, padre Renê Lopes. Bastante emocionado, padre Renê lembrou que muitas das vítimas eram seus paroquianos, pessoas que também ele pode dizer que perdeu, pessoas queridas por quem se sente a dor da perda.

    Já ao final da celebração, foram lidos os nomes de todas as vítimas fatais da tragédia. Até o momento, o rompimento da barragem de Brumadinho, de propriedade da Vale, contabiliza 99 mortos, dos quais 57 já foram identificados, 393 localizados e outras 259 continuam desaparecidas.

    Fonte: https://noticias.cancaonova.com/brasil/brumadinho/minas-gerais-nao-pode-ser-mais-mesma-afirma-dom-walmor/

    Da Redação Multimídia
    Departamento de Jornalismo (com informações: Canção Nova)
    Kairós FM