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Cinco estatais intensificam demissões de funcionários no Estado.

Na tentativa de equacionar problemas financeiros, reduzir a folha de pagamento e enxugar a máquina pública, as empresas estatais intensificaram a realização de Programas de Desligamento Voluntários (PDVs) em 2017. Neste ano, foram 14 empresas públicas federais que realizaram programas, cinco delas no Espírito Santo.

 

Apenas no Estado, foram demitidos 776 empregados da Caixa Econômica Federal, Correios, Petrobras, Companhia de Docas do Espírito Santo (Codesa) e na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

 

Segundo especialistas em Administração Pública, por mais que os cortes não sejam suficientes para solucionar todos os problemas financeiros das empresas, apontam para um movimento de readequação do setor público às realidades do país.

José Matias-Pereira, professor de Administração Pública da Universidade de Brasília (UnB), destaca que a redução das estatais é um caminho inevitável.

 

“Nós estamos assistindo ao início de um processo de enxugamento de gastos públicos. O caminho do corte é preciso. Outro também seria o de avaliar a transferência de algumas dessas empresas para a iniciativa privada e analisar algumas que podem simplesmente ser extintas”, afirma.

 

Os PDVs oferecem condições especiais para o funcionário pedir demissão. Normalmente, ofertando ao trabalhador um percentual sobre cada ano trabalhado, além do direito de saque ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Quem adere, não tem direito a receber seguro-desemprego.

 

No Estado, os campeões de demissões via PDV foram a Petrobras com 188 desligamentos, a Caixa com 227 e os Correios com 107. A Conab desligou 31, e a Codesa, cujo plano segue em aberto, 23 até o momento.

 

A Infraero também abriu um programa, mas com foco em cidades com aeroportos concedidos: Salvador, Florianópolis, Fortaleza e Porto Alegre. Em Vitória, apenas um funcionário se inscreveu, mas a empresa ainda fará a análise da demissão. Com a privatização do novo Aeroporto de Vitória, um novo PDV para o Espírito Santo está em estudo. Já o Banco do Brasil, ao invés de PDV, realizou um plano de incentivo a aposentadoria.

 

“É uma ação vantajosa para a empresa porque retira da folha empregados mais caros, que são o alvo. Mesmo que não seja suficiente para sanar os gastos altos, já é bom levando em conta a certa rigidez para se demitir um empregado de regime seletista”, explica o economista Juliano César Gomes.

 

BRASIL

 

Segundo dados do Ministério do Planejamento, em todo país houve o desligamento, na parcial de 2017, de 26,33 mil funcionários nas empresas públicas estatais, com os PDVs.

 

Com as demissões, o quadro de pessoal das empresas estatais federais em 2017 é o menor em quase sete anos. No fim de setembro, as estatais tinham 506,8 mil empregados, o menor número desde o final de 2010, quando empresas tinham 497 mil funcionários.

 

De acordo com o Ministério do Planejamento, o número de empresas estatais também caiu neste ano. No fim do ano passado, eram 154 empresas estatais ativas, enquanto sem setembro deste ano, o número passou para 149 empresas.

 

A tendência, na avaliação dos economistas, é que o número siga caindo. “Deve continuar nesse ritmo porque grande parte das estatais estão sobrevivendo apenas por causa do aporte de recursos do governo, o que é uma situação insustentável nesse cenário de dificuldades”, ressalta Matias-Pereira.

 

Fonte: https://www.gazetaonline.com.br/noticias/economia/2017/12/cinco-estatais-intensificam-demissoes-de-funcionarios-no-estado-1014110321.html

 

Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo (com informações: Gazeta Online)
Kairós FM

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