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Um ano de saudade: temporada da Chapecoense foi marcada pela superação.

O dia 29 de novembro nunca mais será o mesmo para o futebol brasileiro. Essa sempre será uma data repleta de lembranças e homenagens às 71 pessoas que morreram no voo com a delegação da Chapecoense. O time viajava para disputar a final da Sul-Americana, na Colômbia, quando o avião, sem combustível, caiu próximo do Aeroporto de Medellín.

 

Um ano após a tragédia, a dor ainda é grande, assim como o esforço do clube para homenagear todos aqueles morreram. Entre lamentos, há espaço para celebrar a vida dos sobreviventes brasileiros: os jogadores Neto, Alan Ruschel e Jackson Follmann, e o jornalista Rafael Henzel. Também sobreviveram os tripulantes bolivianos Erwin Tumiri e Ximena Suárez.

 

“Não sou melhor do que ninguém. Não quero externar o que sinto, mas muitas vezes meu semblante diz do meu sofrimento. Me sinto muito abraçado por Deus e por pessoas que têm me ajudado a reerguer minha vida”, disse o zagueiro Neto.

 

Enquanto o lateral Alan Ruschel já voltou a jogar, o goleiro Jackson Follmann, que teve a perna direita amputada, pensa em praticar outro esporte. “Acho que tenho que dar tempo ao tempo, mas quero fazer natação, é um esporte bacana porque não tem muito impacto”, afirmou.

 

Na época da tragédia, chegou-se a cogitar que a Chapecoense seria poupada do rebaixamento no Brasileirão, ideia rejeitada pelo clube. A Chape foi à luta, se remontou e no começo de 2017 conquistou o Estadual. O time enfrentou maus momentos no Brasileirão, mas, com garra, escapou da Série B.

Associação dá apoio às famílias

A LaMia se nega a pagar as indenizações às famílias alegando que o acidente foi por um erro do piloto. Enquanto as situações não é resolvida, a Associação Brasileira das Vítimas do Acidente com a Chapecoense (Abravic) dá suporte para 41 famílias. “Entre os principais auxílios, pagamos a escola para os filhos de todas as vítimas do acidente, remédios para os pais das vítimas e prestamos atendimento psicológico e psiquiátrico. Atendemos cerca de 100 pessoas” disse Gabriel Mendes, presidente da associação.

 

Áudios mudam a investigação

Áudios divulgados pelo jornal “El Deber”, da Bolívia, sugerem que a venezuelana Loredana Albacete Di Bartolomé e o pai dela, o ex-senador Ricardo Alberto Albacete Vidal, controlavam a LaMia, empresa responsável pelo voo da Chapecoense. No papel, a LaMia pertence a Miguel Quiroga, que era o piloto do avião e morreu no acidente, e a Marco Antonio Rocha, que está foragido. Os diálogos divulgados reforçam os indícios apontados pelo Ministério Público Federal em Santa Catarina de que a LaMia não pertence de fato aos donos.

 

Os procuradores do MPF-SC encontraram documentos que apontam que a negociação do fretamento da aeronave teve a participação de Loredana Albacete. Além disso, demonstravam que a venezuelana é responsável por uma empresa que receberia por meio de uma conta em Hong Kong, os R$ 459 mil relativos ao deslocamento até Medellín. Albacete declarou ter apenas arrendado o avião para a LaMia boliviana. Se comprovada a suspeita, a novidade pode representar uma mudança na batalha por indenizações às vítimas do acidente com o time.

 

Os sobreviventes

Neto: No hospital na Colômbia, chegou a ficar com 20 kg a menos. Está em fase final de recuperação física, faz fisioterapia e fortalecimento muscular com o intuito de voltar a jogar em 2018. O zagueiro escreveu o livro “Posso Crer no Amanhã”. Tendo condições de voltar a jogar, deve renovar com a Chapecoense.

 

Alan Ruschel: O lateral teve uma grave lesão na coluna, mas se recuperou bem e inclusive já voltou a jogar. O primeiro jogo após o acidente foi o amistoso contra o Barça, em agosto. Oficialmente foi em setembro, contra o Flamengo. Ao todo ele já fez nove partidas neste ano com o clube. A Chape já planeja renovar com o jogador.

 

Jackson Follman: O ex-goleiro teve a perna direita amputada e faz planos para voltar ao esporte como um paratleta. Follmann revelou que pensa em competir provas de natação. Ele teve contrato como jogador rescindido e assinou por três anos para ser embaixador da Chapecoense. Ele ainda faz cursos de gestão.

 

Rafael Henzel: Único jornalista que sobreviveu ao acidente, Henzel sofreu fraturas em sete costelas e no pé direito. Foram 15 dias de tratamento na Colômbia. Em pouco tempo voltou narrar os jogos da Chapecoense. Ele também escreveu um livro sobre o acidente, batizado de “Viva como se estivesse de partida”.

 

Fonte: https://www.gazetaonline.com.br/esportes/futebol/2017/11/um-ano-de-saudade-temporada-da-chapecoense-foi-marcada-pela-superacao-1014109165.html

 

Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo (com informações: Gazeta Online)
Kairós FM

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