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Marcelo Médici encena em Vitória peça há 13 anos em cartaz.

Qual é o segredo para uma peça de comédia continuar lotando teatros após 13 anos em cartaz? “Não é um show do momento, um stand up. É um espetáculo, com estrutura de texto, cenário, tem uma história a ser contada”, explica o ator Marcelo Médici, que escreve e interpreta sozinho a história de oito personagens muito diferentes na peça “Cada Um Com Seus Pobrema”.

 

O enredo da produção percorre a história de vida e o cotidiano de figuras como o último mico-leão-dourado do mundo, a vidente Mãe Jatira e uma recreadora infantil que não gosta de crianças. O texto varia um pouco, assim como a interação com a plateia, de acordo com as cidades que visita.

 

“Faço uma pesquisa dos hábitos locais, dos lugares. Isso aproxima o público. Faço personagens com sotaques diferentes, como o Sanderson, corintiano, que é superpaulista, então é claro que em São Paulo há uma aceitação e identificação mais rápida com ele”.

 

ATUALIZAÇÃO


Com o passar dos anos o comportamento e os hábitos das pessoas vão mudando e as referências de uma peça teatral podem ficar ultrapassadas. Médici conta que fez algumas alterações no texto, mas que a verdade do espetáculo não mudou de lá pra cá.

 

“A galera jovem não entenderia todas as referências de 13 anos atrás, introduzi algumas palavras, algo falando de Facebook, mas, apesar de ser uma comédia, o texto não precisa ser só para rir, é um espetáculo atemporal”, afirma.

O personagem que narra e abre a peça é um ator de teatro desiludido. Médici, que começou a carreira no teatro e na época de lançamento do espetáculo ainda não havia trabalhado na televisão, se identifica com algumas situações enfrentadas pelo protagonista.

 

“O ator faz eventos corporativos, por exemplo, que são uma experiência muito curiosa. É uma realidade da profissão que pode ser legal ou uma catástrofe. As pessoas não escolheram ir ao teatro, você invade o evento da galera. Podem adorar ou te jogar pela janela”, comenta.

 

Outra história inspirada na realidade de um ator é a personagem Smurfete. “Uma amiga e eu fizemos um

Marcelo tem no currículo novelas como “Belíssima”, “Sete Pecados” e “Passione”. O ator, que também participou de humorísticos como “Sob Nova Direção”, conta que se tornou ator para fazer TV, mas acabou se apaixonado pela energia dos palcos. “É inegável o papel da televisão na nossa cultura, eu sonhava em fazer novela. Mas admito que gosto mais do teatro, mesmo depois de fazer novela”, confessa.

 

Para ele, TV e teatro são coisas muito distintas. Na novela cada capítulo é diferente, enquanto no teatro o texto normalmente se repete em cada sessão. Mesmo assim, ele faz questão de exaltar a adaptação diária por que passa um espetáculo de teatro. “Nunca é a mesma coisa todo dia”.

 

Apesar de ressaltar a todo momento que gosta da televisão, Médici deixa transparecer sua paixão pelo teatro. “Quando se é ator de teatro, vai ser ator de teatro por toda a vida. Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar e todos ainda se lembram que foi grande nos palcos”.

 

Cada um com seus pobrema

 

Quando: sexta-feira (10) e sábado (11), às 21h, e domingo (12), às 19h.

 

Onde: Teatro Universitário. Av. Fernando Ferrari, 514, Campus da fes, Goiabeiras.

 

Ingressos: Térreo: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia); mezanino: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). À venda na bilheteria do teatro ou pelo site www.tudus.com.br.

 

Informações: (27) 3335-2953.

 

Classificação etária 14 anos.

 

Fonte: https://www.gazetaonline.com.br/entretenimento/cultura/2017/11/marcelo-medici-encena-em-vitoria-peca-ha-13-anos-em-cartaz-1014106085.html

 

Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo (com informações: Gazeta Online)
Kairós FM

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