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Dia de Finados: Do que fazer memória?

No dia de finados lembramos dos nossos antepassados, que nos precederam nessa etapa da caminhada cristã que é a morte. Esse é um dia para visitar seus túmulos e pensar, tanto em referência a eles quanto a nós que ainda caminhamos nesta vida, naquilo que rezamos todos os Domingos no Credo: “Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”.

 

Afinal de contas, toda a vida cristã nesse mundo tem por finalidade última essa Páscoa, essa passagem para a vida eterna, na qual estaremos em plena comunhão com Deus.

 

Creio que essa é a memória mais significativa deste dia. Mais do que um olhar para trás e lembrar dos bons momentos que nunca mais voltarão porque essa pessoa já se foi, os cristãos fazem memória da vitória de Jesus sobre a morte e renovam a esperança no futuro no qual todos estaremos reunidos em Cristo. De fato, é isso mesmo que a liturgia das exéquias nos propõe com sua saudação final: “Com efeito, ainda que mortos, não estamos separados uns dos outros, pois todos percorremos o mesmo caminho e nos encontraremos no mesmo lugar. Jamais estaremos separados, pois vivemos por Cristo, e agora estamos unidos a Cristo, indo em sua direção... estremos todos reunidos em Cristo”.

 

Esse dia nos lembra também como, para os cristãos, a realidade corpórea não é algo negativo, pelo contrário, é positiva e por isso deve-se ter muito respeito com os corpos dos defuntos. A sepultamento digno é uma obra de misericórdia corporal justamente porque honra os filhos de Deus em seus corpos, templos do Espírito Santo. Como já mencionamos no credo, acreditamos que ocorrerá a ressurreição dos Corpos, de uma maneira diferente da qual conhecemos hoje, mais semelhante ao corpo glorioso com o qual Jesus se manifestou depois de sua própria ressurreição. Mas esse corpo glorioso leva as marcas da paixão, como para nos mostrar que essa vida, esse corpo, não nos é indiferente.

 

Nos diz o catecismo que graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo. Podemos dizer como São Paulo: “Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro”. E continua o catecismo: A novidade essencial da morte cristã está nisto: Pelo Batismo, o cristão já está sacramentalmente “morto com Cristo” (...) e, se morrermos na Graça de Cristo, a morte física consuma este “morrer com Cristo” e completa, assim, nossa incorporação a ele em seu ato redentor. A maneira como nos relacionamos com a morte diz muito da maneira como estamos vivendo a nossa vida cristã. Isso é algo muito bom de se meditar.

 

Finalmente, e para afirmar ainda mais o caráter positivo da morte cristã, a Igreja diz que hoje celebra os fiéis defuntos. A palavra celebrar aqui contrasta com o clima muitas vezes pesado que se tem quando lembramos os nossos entes queridos já falecidos. Não se trata aqui de fazer festa como hoje se faz festa, mas de sobriamente recordar uma verdade fundamental da fé que Santa Teresinha do Menino Jesus expressou da seguinte forma: “Eu não morro, entro na vida!”

 

Fonte: http://www.a12.com/redacaoa12/espiritualidade/dia-de-finados-do-que-fazer-memoria

 

Da Redação Multimídia
Departamento de Jornalismo (com informações: A12)
Kairós FM

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