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Ex-marido de médica na mira da corregedoria da Polícia Civil

A Corregedoria da Polícia Civil também está na investigação do assassinato da médica Milena Gottardi, de 38 anos. O motivo é o marido dela, Hilario Antonio Frasson, de quem ela estava separada desde maio e em processo de divórcio.

Nem os corregedores nem a Polícia Civil informaram que tipo de investigação está sendo feita em relação ao marido. Frasson contratou um advogado, Hiran Luís Silva, que tenta desde segunda-feira ter acesso ao inquérito.

Nesta segunda-feira (18) pela manhã, policiais da Corregedoria estiveram na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas não quiseram falar com a imprensa. A arma e o celular de Frasson já haviam sido apreendidos.

Por nota, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) informou que não poderia dar nenhuma informação sobre o caso “porque o inquérito que apura a morte da médica está sob sigilo”.

SEM ACESSO

O advogado do policial civil contou que está tendo dificuldades para ter acesso ao inquérito. “O que revelaram até agora são depoimentos de parentes, fotos e a perícia do crime. Somente dados relativos ao casal”, destaca.

Ainda não foi permitido a ele ter acesso ao depoimento das três pessoas que foram detidas no último sábado, dentre eles Dionathas Alves Vieira, 23 anos. Ele é suspeito de ser o executor do crime.

 

Milena Gottardi foi baleada no estacionamento do Hucam

Milena Gottardi foi baleada no estacionamento do Hucam
Foto: Facebook

 

De acordo com informações iniciais da polícia, Dionathas teria sido a pessoa que abordou a médica na saída do plantão e disparou três tiros contra ela. Um deles atingiu a cabeça de Milena.

Outro que se recusou a falar sobre o assunto foi o superintendente de Polícia Especializada (SPE), José Darcy Arruda, que também esteve ontem na DHPP. “O inquérito policial por si só é de natureza inquisitiva e sigilosa, e precisamos trabalhar dessa forma para um resultado.”

 

O Ministério Público Estadual (MPES), informou que também acompanha o caso, por intermédio de promotores de Justiça já designados, sem informar o nome das pessoas.

Até o momento, fontes ouvidas pela reportagem apontam que estão sendo investigadas cinco pessoas: três que foram presas no sábado, o ex-marido – sobre o qual não foram detalhadas informações sobre que tipo de investigação está sendo realizada – e haveria ainda uma quinta pessoa.

TRAGÉDIA 

O crime aconteceu na quinta-feira. Milena encerrava seu plantão no Hospital das Clínicas (Hucam), em Maruípe, Vitória, e seguia para o estacionamento, na companhia de outra colega de trabalho, quando foi abordada por bandidos. Elas não reagiram ao suposto assalto, mas foram surpreendidas com os disparos. A colega conseguiu se abaixar e não foi ferida. Milena foi atingida por um disparo na cabeça. Ela foi socorrida ainda no Hucam e transferida, posteriormente, para o Cias Unimed em estado grave. Ela teve sua morte declarada no dia seguinte.

O assassinato está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DEHCM) e a suspeita, segundo o secretário de Segurança André Garcia, é de feminicídio.

Ex-marido atua na Chefatura da Polícia

O policial civil Hilário Frasson, ex-marido da médica Milena Gottardi Tonini Frasson, trabalha na administração geral da Polícia Civil, que fica localizada na Chefatura, na Reta da Penha, em Vitória. Ele não foi afastado das atividades, segundo o advogado dele, Hiran Luís Silva.

Questionada sobre a veracidade da afirmação do advogado de Frasson, a Polícia Civil se limitou a informar que o inquérito que investiga a morte da médica Milena Gottardi Tonini Frasson está sob sigilo.

Milena estava separada há três meses e morava na Praia do Canto, em Vitória, com a mãe, de 71 anos, e a as duas filhas do casamento, de 9 e 2 anos.

Presidente da OAB vai até a delegacia.

 

 

Homero Mafra foi à Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DEHCM) nesta terça

Homero Mafra foi à Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DEHCM) nesta terça
Foto: Fernando Madeira

 

 

Por volta das 15h20 desta terça (19), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - sessão Espírito Santo, Homero Mafra, compareceu à Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DEHCM) onde permaneceu por 20 minutos. Na saída, ele resumiu a reunião.

"Vim conversar com o delegado sobre o acesso da defesa ao inquérito. É apenas uma medida cautelar. Uma conversa entre advogado e delegado, somente. Nenhum reclamação foi feita formalmente à ordem", Homero Mafra.

Ao ser questionado, por três vezes, sobre a defesa de quem ele se referia, Mafra desconversou.


Fonte: www.gazetaonline.com.br

 

   

Da Redação Multimídia
Departamento de Jornalismo (com informações: )
Kairós FM

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