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Lama de rejeitos muda vegetação do Rio Ipiranga, em Linhares, e pescadores pedem ajuda à Samarco

A lama de rejeitos de minério da barragem da Samarco mudou a vegetação e interferiu na vida aquática do Rio Ipiranga, em Linhares, Norte do Espírito Santo. Pescadores contam que não conseguem mais trabalhar, por causa da poluição e, além disso, alegam que não recebem nenhum benefício da mineradora.

A Fundação Renova, representante da Samarco, disse que será iniciado um novo programa de monitoramento com dois pontos de coleta manual no Rio Ipiranga. Sobre o pedido de ajuda financeira, a mineradora disse que iniciou um novo cadastro com informações mais detalhadas de todas as pessoas impactadas, para definir indenizações.

O pescador Alberto dos Santos, que tirava o sustento da família do rio, mostrou que, basta mexer na água do rio, para a lama subir. “Para mim, interferiu em tudo, porque eu não tenho mais condições de pescar. Meu material está todo em casa. Hoje, nós estamos vivendo aqui à mercê por uma ação da Samarco”, disse.

Os pescadores afirmam que a mistura de lama e areia não é característica da região e falam que a imagem é bem diferente de antes.

“Essa que nós temos aqui é a nativa, com a coloração escura, argilosa, um pouco arenosa. Essa que temos na minha mão direita é o barro vindo de Mariana, da Samarco. Essa lama que contaminou nosso rio, matando nossos mangues e nossos peixes. O futuro da pesca em Barra Seca é incerto”, afirmou o vice-presidente da Associação de Moradores e Pescadores de Barra Seca, Flávio Messias.

Os pescadores contam que os animais que viviam na região também desapareceram, entre eles, o caranguejo, espécie típica da região de mangue. “Primeiro, a gente vinha aqui, topava com eles já andando. Agora, não tem mais nada”, contou o pescador Romildo da Silva.

A extensão do Rio Ipiranga é de 30 quilômetros, começando na região de Degredo e seguindo até Barra Seca. Por todo o leito do rio, é possível ver as marcas da lama. “Não era assim. Era uma vegetação toda esverdeada, bonita, saudável e, agora, com essa lama, está esse manguezal queimado, seco. Fica difícil”, disse a pescadora Maria da Penha.

Vinte meses após a maior tragédia ambiental do país, os pescadores de Barra Seca reclamam que ainda não receberam nenhum auxílio por parte da Samarco.

“A situação do pescador é precária. Tem pescador passando fome, tem pescador que não consegue nem pagar passagem daqui para Linhares. Pescador com talão de energia, com talão de água, não tem ninguém entregando cartão. A empresa deveria estar voltando a Linhares, recadastrando todo mundo e entregando os benefícios, porque sujaram não só o Rio Doce, mas o Rio Ipiranga também”, falou o presidente da Colônia de Pescadores de Linhares, Milton Jorge.

 

Fonte: g1.globo.com/espirito-santo

 

Da Redação Multimídia
Departamento de Jornalismo (com informações: )
Kairós FM

 

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