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Renovado e ainda instável, Brasil decide em casa a vida no Grand Prix

O time mudou. Mudou bastante. Dos rostos mais conhecidos dos torcedores, apenas Natália, Tandara e Adenízia estão com a seleção brasileira que disputa o Grand Prix. Por diferentes razões, o técnico José Roberto Guimarães foi obrigado a promover uma grande renovação na equipe. Que ainda busca se encontrar. Natural em todo começo de trabalho, a instabilidade está presente. E a partir desta quinta-feira, em Cuiabá, o novo grupo terá pela frente uma prova de fogo: evitar que o Brasil fique fora da Fase Final do torneio pela primeira vez em 14 anos.

Com três vitórias e três derrotas nas duas primeiras etapas, a seleção brasileira ocupa apenas a sétima colocação na tabela do Grand Prix. Para garantir presença entre os cinco times que avançam às Finais, será fundamental vencer as três partidas marcadas para o ginásio Aecim Tocantins, na capital mato-grossense, pela última rodada. O primeiro desafio é contra a Bélgica, nesta quinta, a partir das 15h05 (horário de Brasília). Na sexta, o duelo será com a Holanda e, no domingo, tem a reedição da última final, contra os Estados Unidos.

 

A TV Globo e o SporTV 2 transmitem todos os jogos ao vivo e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real.

- Tudo depende dessa última etapa. E ainda bem que tudo depende dos nossos esforços. Temos chances e temos que lutar o quanto for possível - Zé Roberto

 

O estilo sereno, que conduziu a seleção feminina a dois ouros olímpicos e oito títulos do Grand Prix, não muda. Por sinal, desde que o treinador assumiu, o time sempre esteve na Fase Final do GP - a última eliminação na fase de classificação foi em 2003. Mas mesmo com tranquilidade e paciência, Zé Roberto não deixa de cobrar, e vai trabalhando as novas atletas. A maratona de viagens tem atrapalhado os treinamentos, porém, o técnico confia na evolução a longo prazo.

- O passe tem que melhorar, a defesa. Relação bloqueio defesa. A transição, velocidade do jogo. Enfim, temos muito trabalho pela frente... Isso demanda um pouco de tempo. A substituição não é da noite para o dia. Elas precisam participar de muitos jogos internacionais, muitos treinamentos. Vivenciar, amadurecer. Isso faz parte do crescimento - completou o treinador.

Capitã neste Grand Prix, a ponteira Natália, de 28 anos e quase 10 de seleção principal, garante que, se o entrosamento ainda não é o ideal, ao menos disposição não vai faltar.

- Realmente, estamos um pouco pressionadas nessa reta final, precisando ganhar os três jogos. Mas a equipe vem aprendendo bastante. Apesar das derrotas, sabemos os erros cometidos e estamos trabalhando para tentar diminuir e melhorar nosso jogo. Todo mundo está com a cabeça focada nesses três jogos e com certeza vamos entrar com unhas e dentes para tentar essa classificação - afirmou Natália


Bélgica mais acessível; pedreira contra Holanda e EUA

Em tese, o primeiro adversário do Brasil em Cuiabá é também o mais acessível. Lanterna do Grand Prix com seis derrotas em seis jogos e apenas três sets vencidos, a Bélgica não deve oferecer muita resistência. As duas equipes já se encontraram justamente na abertura do torneio, no último dia 7 de julho, com vitória brasileira por 3 a 0.

Na sequência, a seleção terá duas pedreiras. Semifinalista na Rio 2016, a Holanda segue bem e está praticamente garantida na Fase Final do Grand Prix. Foram cinco vitórias nos primeiros seis jogos e a segunda colocação na tabela. Já os Estados Unidos, que também passam por processo de renovação, somam quatro vitórias e duas derrotas, e ocupam o terceiro lugar.

- O primeiro jogo, contra a Bélgica, já ganhamos delas na primeira etapa, temos essa possibilidade novamente. Depois, a Holanda, que tem feito um bom Grand Prix e vai ser um time difícil, mas um bom desafio para a gente. Por último, o time americano, que joga com muita velocidade e também trocou algumas jogadoras. Está tudo aberto e vamos tentar classificar - disse Zé Roberto.

 

A nova cara da seleção

Além das campeãs olímpicas Natália, Tandara e Adenízia, o grupo que está em Cuiabá conta com outra jogadora experiente, mas que ainda busca se firmar na seleção: a oposta Monique Pavão, de 30 anos.

Também já vinham aparecendo em convocações, mas sem muitas oportunidades no time titular as levantadoras Roberta e Naiane, a ponteira Rosamaria e as centrais Bia e Carol.

Completam o grupo as ponteiras Drussyla, Amanda e Edinara, a central Mara, a levantadora Macrís e as líberos Suelen e Gabi.

 

Os desfalques

Apesar da grande renovação no elenco promovida por Zé Roberto, o grupo brasileiro para o ciclo rumo aos Jogos de Tóquio 2020 deve contar com outros nomes de peso, que ficaram de fora do Grand Prix por diferentes motivos.

Gabi, Thaísa e Juciely se recuperam de lesões. Léia e Fernanda Garay pediram dispensa e a levantadora Dani Lins está afastada das quadras com projeto de ser mãe. Fora dos planos mesmo estão a oposta Sheilla e a antiga capitã Fabiana, que anunciaram aposentadoria da seleção brasileira.

 

Entenda o Grand Prix

 

As 12 principais seleções do mundo disputam a fase de classificação. Elas são divididas em três grupos, com quatro seleções cada. Os times fazem nove jogos na fase de classificação, divididos em três etapas. Ao fim, as cinco melhores equipes seguem para a Fase Final, que contará ainda com a China, o país sede, e está marcada para ocorrer entre os dias 2 e 6 de agosto, em Nanjing.

 

Classificação do Grand Prix

Posição Vitórias Derrotas Pontos
1º Sérvia 5 1 15
2º Holanda 5 1 15
3º Estados Unidos 4 2 13
4º Itália 4 2 10
5º China 4 2 10
6º Japão 4 2 9
7º Brasil 3 3 9
8º Rep. Dominicana 3 3 9
9º Rússia 2 4 9
10º Tailândia 1 5 4
11º Turquia 1 5 4
12º Bélgica 0 6 1

Fonte:  globoesporte.globo.com

 

                                
Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo (com informações: )
Kairós FM 

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