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Delator da Odebrecht cita repasses a políticos do ES

Além do governador Paulo Hartung (PMDB) e do senador Ricardo Ferraço (PSDB), outros seis políticos do Espírito Santo foram citados em delações de ex-executivos do Grupo Odebrecht e tiveram petições para abertura de inquérito enviadas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), à Justiça Federal.

 

Uma edição extra do Diário do STF, publicada à 0h desta quarta-feira (12), mostra o teor das decisões de Fachin quanto a esses casos.

 

Entre esses pedidos, estão o de abertura de investigação em relação a seis políticos do Espírito Santo. São eles: o ex-governador Renato Casagrande (PSB); o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS); o ex-prefeito da Capital Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB); o deputado estadual Rodrigo Coelho (PDT), o secretário estadual de Assistência Social, Carlos Casteglione (PT); além do ex-assessor de Casagrande, Paulo Brusque.

 

Em delação, Sérgio Luiz Neves e Benedicto da Silva Júnior disseram que nas campanhas de 2010, 2012 e 2014 foram repassados, ao todo, R$ 2,3 milhões para o ex-governador Renato Casagrande (PSB), o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS) e Paulo Brusque, aliado de Casagrande.

 

O ex-prefeito da capital Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) também está na relação. De acordo com os depoimentos dos mesmos executivos, o tucano recebeu “vantagens indevidas” em duas campanhas. Na de 2010, quando ele foi candidato ao governo do estado, houve pagamento “não contabilizado” de R$ 400 mil, segundo os delatores.

 

Em 2012, quando Luiz Paulo tentou se eleger prefeito de Vitória, o repasse foi de R$ 100 mil. Nas duas transações, o dinheiro veio do “departamento de propinas” da Odebrecht e foi intermediado pelo advogado de Luiz Paulo, Luciano Ceotto, ainda segundo delatores.

 

Já o atual secretário de Assistência Social do governo Paulo Hartung (PMDB), Carlos Casteglione (PT), ex-prefeito de Cachoeiro, aparece citado com o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) e outros políticos, como o deputado estadual Rodrigo Coelho (PDT).

 

Os delatores Renato Amaury Medeiros e Roberto Cumplido contaram que houve repasses relacionados a eles para “garantir o interesse do grupo Odebrecht em contratos do setor de saneamento de municípios do Rio de Janeiro”. Não há detalhes sobre como se deu a operação.

 

Com exceção de Luiz Paulo, cujo pedido de abertura de investigação foi destinado à Justiça Federal do Espírito Santo, os demais tiveram as petições encaminhadas para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF 2). Nesses tribunais, os juízes que receberão o material decidirão se abrem ou não inquéritos para apurar os indícios apontados pelos delatores da Odebrecht.

 

O outro lado

 

Todos os citados foram procurados após a publicação do Diário Oficial.

 

O secretário estadual de Assistência Social e ex-prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione (PT), afirmou que todas as suas contas de campanha foram devidamente apresentadas e aprovadas. Disse desconhecer as razões que fizeram seu nome ser relacionado. “Posso garantir que os recursos de minhas campanhas eleitorais foram devidamente apresentados à Justiça Eleitoral”, disse.

 

A assessoria do prefeito Luciano Rezende manteve a nota enviada na noite desta terça-feira (11), antes da publicação do Diário. “Ressalto que trata-se apenas de solicitação, sem emitir juízo de valor, segundo o próprio ministro. Mas de antemão esclareço que jamais tive qualquer contato com executivo algum ou qualquer representante dessa empreiteira e que nenhuma obra dessa empresa foi realizada durante toda a minha gestão na PMV. Ainda afirmo que jamais autorizei qualquer pessoa a tratar de qualquer assunto eleitoral com essa empresa. Minhas contas pessoais e de campanha estão à disposição para esclarecimento, o mais rápido possível”, alegou em nota.

 

Casagrande manifestou-se pelo Twitter. Disse que o partido recebeu apenas doação oficial da Odebrecht e que provará, “de uma vez por todas, a legalidade dos fatos”.

 

Os demais citados não atenderam a reportagem até a 1h30 desta quarta-feira.

 

O ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), ainda antes da publicação da edição extra Diário do Supremo Tribunal Federal (STF), que trouxe mais informações sobre a citação ao nome dele, defendeu a Lava Jato e disse que prestará os esclarecimentos que se fizerem necessários.

 

“Confio na capacidade da Justiça brasileira em identificar corretamente dentro do processo os desonestos que merecem punição exemplar e a serem afastados definitivamente da vida pública”, disse.

 

Na noite desta terça, o deputado estadual Rodrigo Coelho (PDT) disse estar surpreso, perplexo e indignado com a citação de seu nome na petição.

 

“Eu li a lista e tinha um monte de nomes. O meu nem estava completo. Tem uma acusação e vou me defender. Não havendo prova, como não haverá, que os efeitos aconteçam para quem acusa. Não faço nenhuma ideia do que seja isso, é o constrangimento maior que já passei e não sei nem o porquê”, disse.

 

O ex-assessor Paulo Brusque, aliado de Casagrande, foi procurado pela reportagem ontem à noite, mas nenhuma das ligações foi atendida.

 

Fonte:  g1.globo.com

 


Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo (com informações: 
g1.globo.com)

Kairós FM 

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