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ES tem 31 mortes por febre amarela confirmadas, diz Sesa

Espírito Santo já confirmou a morte de 31 pessoas por febre amarela silvestre desde que os surto da doença começou. As informações são da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), em balanço divulgado nesta segunda-feira (20).

 

Até a sexta-feira (17), o estado já havia recebido 306 notificações de suspeita de febre amarela. Desse número, 102 casos foram confirmados, sendo que 31 evoluíram para óbito.

 

Confira os municípios onde as vítimas moravam: 


Muniz Freire: 5 casos
Brejetuba: 4 casos
- Colatina: 3 casos
Irupi: 3 casos
Ibatiba: 2 casos
Itarana: 2 casos
Laranja da Terra: 2 casos
- Pancas: 2 casos
- Afonso Cláudio: 2 casos
Conceição do Castelo: 2 casos
- São Roque do Canaã: 1 caso
Domingos Martins: 1 caso
Santa Maria de Jetibá: 1 caso
Aracruz: 1 caso.

 

Os 102 casos confirmados são dos municípios:

- Ibatiba: 19 casos
Colatina: 15 casos
- Brejetuba: 9 casos
- Conceição do Castelo: 7 casos
- Muniz Freire: 7 casos
Pancas: 5 casos
- Laranja da Terra: 5 casos
Baixo Guandu: 4 casos
- Itarana: 4 casos
Afonso Cláudio: 4 casos
- Castelo: 3 casos
- Irupi: 3 casos
- São Roque do Canaã: 3 casos
Itaguaçu: 2 casos
- Domingos Martins: 2 casos
Iúna: 1 caso
Marilândia: 1 caso
Cachoeiro de Itapemirim: 1 caso
Fundão: 1 caso
Ibiraçu: 1 caso
- Aracruz: 1 caso
Serra: 1 caso
Santa Leopoldina: 1 caso
- Santa Maria de Jetibá: 1 caso
Ibitirama: 1 caso.

 

Há ainda 144 casos em investigação com quadro indicativo também de leptospirose, febre maculosa, dengue e outras doenças com sintomas semelhantes, segundo a Sesa.

 

Morte de macacos

O surto de febre amarela já provocou a morte de 1.100 macacos em todo o Espírito Santo, segundo pesquisadores. Os bugios, que estão ameaçados de extinção, são os mais afetados. Estudiosos acreditam que serão necessários 30 anos para recuperar a população desse animal. O registro dos primeiros macacos mortos aconteceu no início de janeiro.

 

Agricultores e moradores das regiões próximas às áreas de Mata Atlântica contam que sempre viram os macacos bugios, mas agora eles sumiram. Na mata, os pesquisadores marcam o local exato onde os macacos são encontrados mortos. Assim, eles podem fazer um mapeamento e acompanhar para onde o surto de febre amarela está se espalhando.

 

O trabalho que começa na mata termina em laboratório. Os pesquisadores fazem exames das características físicas do animal, como tamanho, peso e pelo. O que eles já podem afirmar é que antes da febre amarela, os macacos do Espírito Santo eram saudáveis.

 

"O vírus da febre amarela veio da África. Os macacos brasileiros não co-evoluíram com esses vírus, então não são adaptados a eles. os macacos são muito sensíveis e morrem poucos dias de contaminados. Chega a morrer 80% dos indivíduos de uma população contaminada", disse o professor de zoologia Sérgio Lucena, que estuda os bugios há mais de 30 anos.

 

No laboratório da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), os pesquisadores também analisam o DNA dos macacos que morreram com febre amarela. "Com essa caracterização genética das populações a gente pode entender como essa doença poderia se disseminar no futuro. A gente consegue entender a conexão entre as diferentes populações, se estão tendo reduções muito grandes das populações", explicou o professor Yuri Leite.

 

O professor Sérgio Lucena acredita que a febre amarela também vai provocar mortes de macacos nas matas do Rio de Janeiro. Para ele, a situação é de desastre ecológico.

 

"Os primatas interagem com diversos outros animais e plantas, comem e dispersam sementes, ajudam a renovar as florestas, então a ausência de macacos causa um impacto muito grande nas florestas", concluiu o professor Sérgio.

 

A Sesa recebeu notificação de mortes de macacos em 52 municípios, dos quais 21 municípios tiveram amostras confirmadas para febre amarela: Afonso Cláudio, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Guarapari, Ibatiba, Irupi, Itaguaçu, Itarana, Iúna, Laranja da Terra, Marechal Floriano, Pancas, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Serra, Venda Nova do ImigranteViana e Vitória.

 

Fonte:  g1.globo.com

 

                                        
Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo (com informações: )
Kairós FM 

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