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Sem chuva, racionamento aumenta no interior do ES

Os capixabas vão viver pelo menos mais dois meses de completa seca e estiagem. A previsão de chuvas fortes e frequentes é apenas para o mês de outubro. Por causa disso, novas localidades devem começar a racionar água, como já acontece em 17 municípios no Espírito Santo.

 

O cenário assusta cidades que se encontram em situação extremamente crítica em relação ao abastecimento. Em junho, Linhares passou a integrar a lista de municípios em racionamento . Itaguaçu fez o mesmo há uma semana.

 

Por causa do baixo volume de chuvas, o estado de alerta no Espírito Santo foi prorrogado por mais 90 dias pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh).

 

A queda foi de 50% em relação ao mesmo período de 2015. “Estamos atravessando a maior crise hídrica do Espírito Santo. Se não chover, mais municípios podem entrar em racionamento”, destacou o presidente da Agerh, Paulo Paim.

Racionamento

 

Atualmente, 20 municípios estão em situação extremamente crítica, ou seja, o volume de água disponível não atende a demanda da população.

 

A maioria deles está na região Norte e Noroeste do estado. Outros 17 já estão racionando água, deixando mais de 263 mil pessoas prejudicadas.

 

O cenário, contudo, só deve mudar em outubro, quando estão previstas chuvas volumosas e frequentes. “Isto não quer dizer que não vai chover até lá, mas nada que consiga reverter o problema da seca. Para isso, é necessário uma frequência e volume alto de água”, destacou a meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo.

 

A expectativa deixa os municípios ainda mais vulneráveis. Os que se encontram extremamente críticos podem entrar em racionamento a qualquer momento, como é o caso de Itarana.

 

O diretor do Saae no município, Amado Silva, já fez o alerta: “Se dentro de 15 dias não chover, vamos entrar em racionamento”, disse.

 

A situação é parecida com Itaguaçu, que começou a racionar água há uma semana. Ambos captam água na bacia do Rio Santa Joana, que está com níveis de vazão muito baixos.

 

“As nascentes estão secando e o abastecimento ficando cada vez mais comprometido”, desabafou Amado.

Nos municípios em que já ocorre racionamento, a situação pode se agravar ainda mais. Em Marilândia, já são 10 meses racionando água e sem perspectiva de mudanças.

Com a expectativa de chuvas só para daqui a dois meses, a cidade pode ficar sem água para abastecer a população, de acordo com o diretor do Saae, Wagner Lorencini.

 

“A gente já está revezando dois dias sem água para um dia abastecido. A bomba só é ligada à noite. Se não chover até setembro, ficaremos sem possibilidade de abastecer Marilândia”, frisou.

 

Fonte:  g1.globo.com

 


Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo (com informações: 
 g1.globo.com )

Kairós FM 

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