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Comunidades afetadas pela lama no Rio Doce pedem abertura de CPI

Representantes das comunidades do Espírito Santo afetadas pelo vazamento da barragem da Samarco pediram que os deputados capixabas instalem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da mineradora junto aos atingidos. O pedido foi feito em uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa do estado (Ales), em Vitória.

 

O objetivo do pedido é dar celeridade à reparação dos prejuízos causados às populações e ao Meio Ambiente. No dia 5 de novembro de 2016, o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora em Fundão, Mariana, deixou um rastro de destruição e mortes por onde a lama passou. Até hoje, mais de 10 mil trabalhadores estão impedidos de retirar o sustento do rio.

A audiência foi convocada pelo Fórum Capixaba em Defesa do Rio Doce e conta com a participação de representantes da Samarco e Vale, do Governo do Espírito Santo, do Ministério Público e da Defensoria Pública Estadual. De acordo com o integrante do Fórum, Vitor César Zille Noronha, as demandas dos atingidos são baseadas em três eixos.

“O eixo da prevenção, para que esse tipo de crime não aconteça novamente. O segundo eixo é o da restauração, tanto das condições de vida das pessoas como do Meio Ambiente. E a terceira linha é a da responsabilização. Passados sete meses, ninguém foi preso e a multa não foi paga”, argumenta.

O integrante do Fórum afirma ainda que essa é a primeira vez que a Assembleia Legislativa “abre as portas” para ouvir as vítimas da lama. “O legislativo não se propôs a escutar os atingidos. Por outro lado, já realizou audiências públicas para defender os interesses da Samarco, como o retorno das atividades da empresa. É fundamental que seja dada voz aos atingidos para mostrarem como o crime socioambiental impactou suas vidas”, destacou.

Pescadores, carroceiros, pequenos agricultores, comerciantes e de comunidades afetadas em Linhares, Colatina e Baixo Guandu fretaram ônibus para se deslocar até Vitória e participar da audiência.

As entidades cobram que, antes do retorno das operações da mineradora, os danos sociais, econômicos, ambientais e culturais provocados às comunidades sejam revertidos.

 

“Estamos observando a omissão dos órgãos públicos, por isso vamos cobrar para que os deputados cumpram seu papel de fiscalizar e legislar em favor do povo. O que vimos até agora são políticos defendendo o interesse privado em detrimento do interesse público”, avalia Vitor.

O militante ressalta que audiência também vai tratar de temas delicados, como o aumento de casos de alcoolismo e depressão nas comunidades onde o trabalho foi interrompido pela lama.

 

“Outro problema envolve questão de gênero. Como o auxílio de um salário mínimo da Samarco é voltado para o homem, isso agrava as situações de machismo dentro do núcleo familiar”, completa.

Ações da empresa

 

Por nota, a Samarco informou que assinou, em março deste ano, juntamente com suas acionistas, um termo de transação de ajustamento de conduta (TTAC) com os governos federal e estaduais (Espírito Santo e Minas Gerais), no qual se compromete a realizar uma série de ações, com o intuito de tratar os impactos sociais e ambientais causados pelo rompimento da barragem de Fundão.

Segundo a empresa, "atualmente, 93% dos 41 programas das frentes socioambientais e socioeconômicas previstos no TTAC estão sendo cumpridos. O documento também concentra as ações emergenciais que vêm sendo feitas pela empresa desde novembro do ano passado".

A Samarco informou ainda que cerca de 6.400 cartões de auxílio emergencial foram entregues para pessoas, cuja renda dependia do Rio Doce no Espírito Santo e em Minas Gerais, em conformidade com termo de compromisso assinado com o Ministério Público do Trabalho em dezembro de 2015. O valor do auxílio é de um salário mínimo, mais 20% por dependente, adicionado do valor de uma cesta básica, calculado com base no Dieese.

A empresa reafirma que realiza constantemente reuniões de diálogo com as comunidades impactadas, com o objetivo de sanar dúvidas e fornecer informações atualizadas. A Samarco também mantém abertos canais de relacionamento em seu site e em suas redes sociais, além do telefone 0800 031 2303.

 

Fonte:  g1.globo.com

 


Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo (com informações: 
 g1.globo.com )

Kairós FM 

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