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Fator climático importante, vento do Rio é estudado pelos atletas olímpicos

Não é só na vela que o vento será importante nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Modalidades como atletismo, canoagem, remo, ciclismo e até o tiro esportivo são bastante influenciados pelas rajadas cariocas. A menos de quatro meses da competição, os atletas do tiro tentam entender o vento do estande, localizado em Deodoro. Cassio Rippel, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no ano passado, crê que o clima pode mudar o resultado da prova:

 

- (O vento) Influencia muito mesmo, chegando ao ponto de eu disparar um tiro excelente na direção do 10.9, e o vento levar para um 9. Na realidade, o estudo é muito mais do estande. Tento entender o padrão do vento no local da prova no mesmo horário em que vou atirar. Isso é muito importante para poder escolher o momento correto para fazer o disparo - disse o atleta da carabina de ar. 

 

Principal atleta do Brasil em 2015, Isaquias Queiroz, da canoagem velocidade, treina atualmente em Lagoa Santa, interior de Minas Gerais. O local tem rajadas de ventos parecidas com as da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde serão realizadas as provas olímpicas. Dono de seis medalhas em Campeonatos Mundiais, Isaquias torce para que o vento não atrapalhe ninguém:

 

- Eu remei uma vez no Rio e estava muito vento para a esquerda, isso me prejudica. Mas por isso que a gente treina em Lagoa Santa, o vento é muito parecido. Às vezes tem mais vento em Lagoa Santa, mas a gente sente muito por lá como vai ser no Rio. Espero que nas Olimpíadas o vento não atrapalhe ninguém - disse o canoísta. 

 

Nas provas de atletismo, o vento pode invalidar um recorde mundial. Se na disputa dos 100m e 200m rasos, a velocidade for maior que dois metros por segundo, a marca não é homologada. Ana Cláudia Lemos, recordista brasileira dos 100m rasos, já correu abaixo dos 11s duas vezes, mas, nos dois casos, o tempo não foi homologado por conta da velocidade do vento. Vitor Hugo, um dos principais velocistas do país, explica o empurrão do fator climático:

 

- O vento ajuda muito, mas as vezes atrapalha. Eu posso correr contra o vento e não correr bem, isso vai muito do atleta. O vento dá aquela empurrada, aquela forcinha. O Gatlin correu 9s48, aquilo foi sensacional, rodou o mundo inteiro, para mostrar o quanto o vento ajuda. Como se fosse um braço gigante te empurrando até a chegada - disse o velocista, se referindo ao vídeo feito por uma TV japonesa com o americano Justin Gatlin. Ele corre com um ventilador gigante para ajudá-lo a bater o recorde mundial. 

 

O ciclismo estrada, que terá um percurso pelas ruas do Rio de Janeiro, também pode ter seu resultado final influenciado pelo vento. Flavia Oliveira, principal destaque do Brasil, diz que, por ser pequena, tem apenas 1,52m de altura, sofre mais do que as rivais: 

 

- O vento faz total diferença. Para quem é mais leve, o vento atrapalha demais. Sofro muito mais no vento. Por isso, existe o vácuo - disse Flavia Oliveira. 

 

A vela, claro, é o esporte mais influenciado pelo vento. Tanto que os principais atletas do mundo estão fazendo séries de treinos na Baía de Guanabara, para tentar entender a velocidade e a direção das rajadas. A expectativa da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é que o país tenha o melhor desempenho da história em Jogos Olímpicos, muito por conta dos atletas já conhecerem as condições climáticas. 

 

Fonte: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2016/04/fator-climatico-importante-vento-do-rio-e-estudado-pelos-atletas-olimpicos.html

 

Da Redação Multimídia
Departamento de Jornalismo
Kairós FM

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