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Situação de onças-pintadas em reserva do Espírito Santo é crítica, revela estudo

As onças-pintadas só aparecem em oito áreas de Mata Atlântica em todo o Brasil, e uma delas é o bloco Sooretama-Linhares, no Norte do Espírito Santo, que possui 17 animais desta espécie. 
A doutora em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre Ana Carolina Srbek de Araujo realiza um estudo desde 2005 sobre a situação da população de onças-pintadas no bloco Linhares-Sooretama. 
De acordo com a bióloga, não há estimativas anteriores para saber se o número delas estão reduzindo por aqui, mas o estudo aponta a fragilidade dos animais.
"Apesar de representar uma das maiores densidades populacionais na Mata Atlântica, se pensarmos como população final, é um número muito pequeno a longo prazo. E as populações pequenas estão submetidas a problemas demográficos, além de outro problema sério que é a questão genética", explica.
Com o pequeno número de animais na região, a população de felinos fica exposta a doenças, além de reduzir a capacidade da espécie de se adaptar a mudanças no ambiente, como situações de seca, por exemplo. 
"A população mais próxima está em Minas Gerais, há muitos quilômetros de distância, então a situação é crítica. No Brasil as onças-pintadas são consideradas vulneráveis, já na região de Mata Atlântica a classificação é de criticamente ameaçado, ou criticamente em perigo, a última categoria antes de extinção", alerta a professora.

A pesquisadora utilizou armadilhas fotográficas e, através de identificação das manchas no corpo dos animais e programas específicos que calculam os dados pesquisados, conseguiu estimar o número de onças-pintadas na região. 
Ameaças

A população de onças-pintadas na Mata Atlântica capixaba é uma das mais bem documentadas dentre os oito blocos espalhados pelo Brasil, o que permite identificar as ameaças enfrentadas pelos felinos.
As reservas do Norte do Espírito Santo habitadas pelas onças são cortadas pela BR 101, o que representa grande risco de atropelamento (com um caso registrado no ano 2000. Outras duas onças-pardas, outro grande felino que habita a região, também foram vítimas de atropelamentos desde 2007.
A rodovia não apresenta um risco apenas como atropelamento direto das onças-pintadas, mas também no atropelamento de animais que servem como presas delas, o que pode reduzir a capacidade da área abrigar tantos felinos.
Outro grande risco é a caça que acontece no local, já que, além de se deparar com um caçador, e poder acabar alvejada, as pessoas que cometem esse crime ambiental acabam com o suporte de presas dos felinos.
"Se a disponibilidade de presas é reduzida, os predadores têm que aumentar o território para encontrar recursos, aumenta competição e alguns indivíduos acabam recorrendo a presas domésticas como cachorro, cabrito, gado. Isso aumenta o conflito com humanos - caçam as onças para evitar perder gado predado, por exemplo", explica a pesquisadora. 

Fonte: GAZETA ONLINE

Da Redação Multimídia
Departamento de Jornalismo (com informações:
GAZETA ONLINE)

Kairós FM 

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