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Aberta a Festa da Penha pela 445ª vez

Vila Velha (ES) – O domingo de Páscoa não foi só um momento de celebrar o Ressuscitado em Vila Velha, no Espírito Santo, mas foi também o dia de iniciar as festividades em honra a  Nossa Senhora das Alegrias, o título pascal de Maria, ou simplesmente a Nossa Senhora da Penha, como ficou conhecida dos capixabas por ter sua moradia erguida no alto do Morro da Penha

O belo dia de sol (aqui o outono nem chegou ainda) garantiu um cenário belíssimo no alto do Morro para iniciar o Oitavário da Penha, como fez o devoto Frei Pedro Palácios há 445 anos quando instituiu esta festividade.

Como acontece todos os anos, o primeiro encontro do povo com a histórica e milagrosa imagem de Nossa Senhora da Penha no Campinho é aguardada com muita expectativa. Às 14h30, a imagem, vestida com seu manto azul e rosa, deixou a Capela de São Francisco – onde está sepultado Frei Pedro Palácios – e foi levada num andor até o altar central do Campinho, enquanto o povo cantava e dava “vivas”. É sempre um momento emocionante da festa. Até o encerramento, esta imagem ficará no altar do Campinho, palco de todas as celebrações do Oitavário.

A Santa Missa foi presidida pelo Arcebispo de Vitória, D. Luiz Mancilha Vilela, SS.CC, e concelebrada por D. Rubens Sevilha, bispo auxiliar, o Ministro Provincial Frei Fidêncio, frades do Convento e do Santuário do Espírito Santo (Frei Paulo Pereira e Frei Florival Mariano Toledo) e sacerdotes da região de Vila Velha, que também foi responsável pela coordenação litúrgica da celebração.

Dom Luiz agradeceu aos frades, em nome do Ministro Provincial Frei Fidêncio, pelo trabalho e testemunho no Convento da Penha e Santuário do Divino Espírito Santo.

 

O TEMA DA MISERICÓRDIA

Frei Fidêncio lembrou que os frades são continuadores dessa devoção trazida por Frei Pedro Palácios e, neste ano, o Oitavário vai estar em sintonia com o Ano Santo da Misericórdia ao escolher o tema “Maria, Mãe e Porta da Misericórdia”.

Segundo Frei Fidêncio, misericórdia não é uma palavra abstrata. “Deus foi revelando ao longo de toda a história da salvação o que é misericórdia. Ao longo de todo o Antigo Testamento, Deus foi revelando seu rosto misericordioso. Deus, que é vagaroso na ira e sempre pronto para o perdão”, disse.

Mas, segundo o Provincial,  essa misericórdia precisava se tornar mais visível ainda e para isso necessitou de uma criatura humana. “De uma mulher, cheia de graça e misericórdia, para revelar a todos o rosto misericordioso do Pai. Portanto, meus irmãos e irmãs, misericórdia tem rosto, tem identidade, tem atitude, tem coerência, tem vida. E neste Ano Santo da Misericórdia, e ao longo de todo o Oitavário da Festa da Penha, queremos olhar para Maria, a Mãe da Misericórdia, a mãe do Cristo de Belém, sobretudo do Cristo Crucificado e Ressuscitado. Lembro aqui uma frase bonita de São Francisco de Assis: ‘Naquele dia, dia da Páscoa, o Senhor revelou a sua misericórdia’. Portanto, a ressurreição de Jesus nada mais é do que a expressão plena da misericórdia do Pai. E se Deus foi misericordioso assim em Jesus Cristo é porque esta misericórdia foi gerada num útero, num ventre de uma mãe. Essa misericórdia passou exatamente pela Mãe da Misericórdia, como se apresenta aqui nesta belíssima imagem da Penha”, enfatizou, deixando um convite: “Deus precisa de cada um de nós para gerar ao mundo de hoje esse rosto misericordioso do Pai”.

NO CORAÇÃO DO CRISTÃO NÃO HÁ ESPAÇO PARA ÓDIO

A mensagem de D. Luiz Mancilha Vilela neste domingo de Páscoa foi simples e muito clara. “Páscoa é o acontecimento da fé. Deus que vem até nós para nos resgatar de todo o mal, nos libertar de todo o pecado e abrir as portas do céu para nós. Agora, aquele que crê receberá o perdão de Deus; aquele que crê acolhe Jesus em seu coração”, disse o arcebispo.

Para ele, a pessoa que acolheu a Cristo não pode deixar espaço no seu coração para o ódio. “Deus é amor. No coração daquela pessoa que tem Deus não pode haver ódio.

É importante que tenhamos essa consciência viva. No nosso coração só pode habitar a paz, só pode habitar o amor. Só o amor constrói. O coração do cristão não pode dar espaço para o ódio, para a vingança, para o desprezo, para a vaidade. Isso é coisa do maligno. Nós somos de Deus”, frisou.

Dom Luiz lembrou a devoção a Nossa Senhora das Alegrias e Mãe da Misericórdia. Segundo ele, Jesus é a Misericórdia do Pai, que “nos ama tanto que deveríamos até ficar com vergonha de tanto amor”.

Dentro dessa lógica, não há espaço para a maldade.  “Não podemos tratar mal nossos irmãos. O nosso irmão é a estrada para chegar até o céu”, ensinou, pedindo para seguir Jesus e fazer o bem. “E só assim vamos chegar ao céu”, enfatizou, deixando uma mensagem de esperança: “Deus não se esquece de ninguém. Mas não fiquemos parados no sofrimento. Dias melhores virão”, completou. 

 

 

fonte: http://conventodapenha.org.br/


Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo (com informações: Diocese de São Mateus)

Kairós FM

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