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Serviço Geológico volta atrás e confirma que lama no Rio Doce chega ao ES nesta segunda-feira.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) emitiu um novo comunicado no início da tarde deste domingo (8) e voltou a afirmar que a lama proveniente do rompimento de barragens em Mariana, Minas Gerais, deve chegar à foz do Rio Doce, em Linhares, na madrugada desta terça-feira (10). Mas antes disso, a onda de cheia formada pelos dejetos de mineração vai atingir os municípios de Baixo Guandu e Colatina, na segunda-feira (09) e início de terça-feira (10), respectivamente. Um comunicado anterior previa uma mudança de data.

Esta onda de lama não irá causar enchentes nos municípios que estão localizados na margem do rio Doce. O monitoramento está sendo realizado em tempo real por meio de estações automáticas instaladas na calha do rio Doce e equipes de campo do CPRM que estão no local.

Além disso, um Sistema de comando de operação (SCO), formado pelas defesas civis de Colatina, Baixo Guandu e Estadual, também acompanha o deslocamento da lama. O coordenador da Defesa Civil de Baixo Guandu, Valdério Sotele, explicou que a previsão de chegada dessa onda muda de acordo com diversos fatores. “Como a água vai mudando a densidade, isso vai aumentando ou diminuindo a velocidade, por isso os horários vão mudando”, alertou.

Os dois municípios capixabas que são abastecidos pelo Rio Doce terão captação suspensa devido à alta concentração de sedimentos e à consequente degradação da qualidade da água. De acordo com a Agência Nacional de Água (ANA) o retorno às condições normais poderá levar dias em razão das baixas vazões naturais observadas no rio Doce. O abastecimento das cidades será feito por Linhares.

Em Linhares, uma barragem do Rio Pequeno, onde é feita a captação da água que abastece a sede do município, está sendo ampliada. A medida é de segurança e tem objetivo de impedir que o Rio Doce jogue água suja de lama no Rio Pequeno, evitando assim o desabastecimento de água na cidade.

A ANA acompanha a operação conduzida pela ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) em quatro hidroelétricas instaladas no rio Doce, que recebeu a onda de cheia produzida pela ruptura das barragens. A intenção é gerenciar a passagem da onda de cheia pelas usinas sem danificá-las.

A estratégia consiste em baixar o nível das hidrelétricas para o mínimo de geração, liberando volume para receber a cheia e abrir o vertedouro para liberar a vazão de forma controlada.

 

Fonte: Gazeta Online

Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo
(com informações: Gazeta Online)
Kairós FM




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