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Tema da redação é o mais comentado após 2º dia de Enem no ES.

O tema da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi o mais comentado pelos candidatos neste domingo (25). Eles tiveram que discorrer sobre a violência contra a mulher, o que acabou dividindo opiniões. A avaliação deste 2º dia também cobrou questões de linguagens e códigos, e matemática.

Ao todo, mais de 153 mil candidatos se inscreveram para o exame no Espírito Santo. Neste domingo, o Enem começou às 13h30 e terminou às 19h, horário de Brasília. A partir das 15h30, os candidatos puderam sair das salas, mas sem o caderno de respostas.

A prova cobrou conhecimentos em matemática, linguagens, além da redação, cujo o tema foi "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". Entre as questões de linguagens, algumas citaram os artistas Luiz Gonzaga, Pixinguinha, Chico Buarque, Toquinho e Arnaldo Antunes. Já a prova de matemática foi baseada em situações do cotidiano, como a crise hídrica e a vacina do HPV.


Redação

A estudante de arquitetura Lara Gáudio, de 19 anos, se sentiu satisfeita ao se deparar com o tema da redação deste ano. Ela contou que, recentemente, foi agredida com socos no rosto por um rapaz só porque não quis 'ficar' com ele.

A situação ocorreu há dois meses. "Quando li o tema, pensei em mim, no que tinha acontecido, foi como uma vingança pela minha situação. Esse tema foi um alerta", falou a jovem.

O estudante Lucas Brito, de 22 anos, criticou a prova e o tema da redação. Para ele, o exame é um teste de resistência e o método de avaliação deve ser mudado.

“Tema que não é relevante para a situação que o brasil vive. É uma problemática social, mas não é relevante para a atualidade. Outros temas deveriam ser explorados, como a crise econômica e política do país”, falou o jovem, que cursa engenharia mecânica e fez a prova só para apoiar amigos.

Para a vendedora Karina Matos Dias, de 24 anos, a prova de linguagens foi a mais tranquila no segundo dia do exame. Já o tema de redação foi uma surpresa.

“Ninguém achava que ia cair. O tema está bem próximo a nossa realidade, mas não me atentei a ele para a redação. Achei que ia cair temas como a falta d'água ou a questão da corrupção no país, como a Lava Jato. Mas, nesses temas, a gente não tem muito o que fazer. Já em relação à violência contra a mulher, podemos dar nossa opinião e tentar fazer um pouco da nossa parte”, disse.


Roupa da sorte

O estudante Luiz Felipe Xavier, de 18 anos, chamou a atenção entre os candidatos que aguardavam para fazer o Enem em uma escola de Vitória. Ele usou uma roupa com inspirações africanas, com direito a turbante, colares rústicos e pintura no rosto. Para ele, se vestir assim funciona como amuleto da sorte.

"Estou em um lugar em que 90% das pessoas são brancas, fazer uma prova que pode ter questões sobre negritude, mas a grande maioria dos candidatos não sabe o que é negritude", defendeu.

Ele contou que sempre busca se vestir de maneira que relembre suas origens e que esse jeito diferente contribui para que ele se sinta mais confiante. "Vim trazendo as minhas origens, esse é meu projeto de vida. Venho trazendo para a prova toda a ideologia do negro em mim, toda a resistência, isso é muito importante nessa hora".

 

17 anos sem Enem

A vendedora Lila Brememkamp prestou o Enem no ano de 1998, mas precisou interromper o estudos para começar a trabalhar. Dezessete anos depois, ela resolveu voltar a se candidatar, para tentar fazer faculdade de serviço social.

Ela achou a prova muito diferente da que fez na época que era estudante. "Hoje tem muito mais citações de sociologia, filosofia. Precisamos realmente estudar para esse novo Enem, saber o que está passando no mundo", disse.

Outra diferença apontada por Lila foi quanto a importância do Enem para entrar na faculdade. "Na época era uma brincadeira, não tem o peso que tem hoje. Naquela época a gente fazia só para constar", lembrou.


Fonte: G1 ES

Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo
(com informações: G1 ES)
Kairós FM


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