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Sem chuvas, Estado pode enfrentar grave crise no abastecimento até final do ano.

O Espírito Santo pode viver uma crise hídrica, no próximo verão, ainda mais grave do que a registrada nos primeiros meses deste ano. O alerta é do diretor-presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Paulo Paim. Segundo ele, os baixos níveis dos rios há pouco menos de três meses para o início da estação e a previsão de que as chuvas cheguem com maior intensidade apenas em dezembro contribuem para esse quadro.

Paim lembra que, na mesma época do ano passado, a situação das bacias no Espírito Santo era considerada normal. No entanto, a partir de dezembro o nível das águas começou a baixar consideravelmente e o Estado passou a ficar em alerta.

"Em novembro e dezembro do ano passado, as condições eram boas. Mas de uma hora para outra teve início aquela crise. Agora nós estamos em setembro e já há indícios de uma situação crítica. Se não agirmos agora, talvez tenhamos uma condição ainda mais grave do que a vista em janeiro e fevereiro deste ano", alertou.

O presidente da Agerh afirmou ainda que a falta de chuva é um agravante para a situação. "Os meteorologistas com quem conversamos são unânimes em dizer que a tendência, para este ano, é que as chuvas atrasem e só cheguem em dezembro. Estamos em setembro e o nível de vazão dos rios é muito preocupante. Portanto, precisamos voltar a tomar aquelas precauções do início do ano e poupar água. Estamos renovando o convite à sociedade para que retornem com sua contribuição, no sentido de evitar o desperdício", ressaltou.

Paulo Paim destacou ainda que a situação é ainda mais grave nas três bacias da região capixaba do Rio Doce e na do Rio Jucu. Para tentar administrar essa situação adversa, o presidente da Agerh não descarta que sejam adotadas medidas punitivas por parte do governo, como a aplicação de multa, a quem for flagrado desperdiçando água.

"Tivemos hoje uma reunião no Palácio Anchieta, que envolveu o conjunto de entidades do governo que tratam do assunto [recursos hídricos] e os comitês das bacias hidrográficas do Estado. Concluímos que precisamos adotar um conjunto de ações imediatas em relação ao nível das bacias hidrográficas localizadas em território capixaba. Ainda não foram definidas que ações serão essas, mas essa definição deve ocorrer até o final da semana", frisou.

O relatório apresentado na semana passada pela Agência Estadual de Recursos Hídricos aponta que os dois principais rios responsáveis pelo abastecimento de água na Grande Vitória estão com o nível de vazão bem abaixo da média e já próximo da zona crítica. De acordo com o levantamento, o nível de vazão atual do Rio Jucu é de 6.162 litros por segundo, sendo que o nível considerado crítico é de 5.292 litros por segundo.

Já o Rio Santa Maria encontra-se com vazão de 3.831 litros por segundo, sendo que o nível crítico é de 3.800. A Agerh, no entanto, explica que é normal que o nível de vazão do Santa Maria fique no mesmo patamar da zona crítica, já que o excedente é usado para a geração de energia elétrica.

 

Parceria

Na tentativa de amenizar a situação da falta de água no Esírito Santo, o governador Paulo Hartung assinou, no gabinete do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, uma parceria para a implementação do Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem. O valor total do investimento será de R$ 1 bilhão e será executado em seis anos.

O dinheiro vem da parceria entre o Governo e do Banco Mundial no Brasil e foi autorizada pelo seu presidente Martin Raizer. Do total de investimento, US$ 98 milhões sairão dos cofres da Cesan. O restante, no valor de US$ 225 milhões vem do Banco Mundial.


De acordo com o governador Paulo Hartung, o objetivo é garantir água, de qualidade, para os capixabas. "E vamos fazer isso recuperando cobertura florestal, ampliando os serviços de esgoto e investindo em engenharia para diminuir o desperdício no sistema de distribuição e melhorar o abastecimento".

Segudo Hartung, a microbacia do Rio Mangaraí, afluente do Santa Maria, será uma de nossas prioridades. O Santa Maria abastece 700 mil pessoas. "Também temos ações importantes na região do Caparaó", afirmou.

Outro avanço será a melhoria da capacidade de resposta do Estado aos eventos extremos da natureza. "O primeiro passo foi dado. Cuidar da água será o maior projeto do nosso governo. "O trabalho é desafiador".


Fonte: Folha Vitória

Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo
(com informações: Folha Vitória)
Kairós FM

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