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Ex-técnico da Tiva, Jayme de Almeida reencontrará o amigo Mauro Soares.

Mais do que a vinda ao Espírito Santo de um dos maiores clubes do Brasil, o amistoso entre Desportiva Ferroviária e Flamengo, dia 11 de outubro, terá um sabor de reencontro, uma volta ao tempo para duas pessoas em especial: o auxiliar técnico rubro-negro Jayme de Almeida e o treinador grená Mauro Soares.

Em 1992, Jayme teve a sua primeira experiência como técnico de futebol justamente na Desportiva, que tinha no elenco o habilidoso meia Mauro: com ele o time disputou a Série B do Brasileiro e conseguiu o acesso para a primeira divisão. No mesmo ano, a Tiva ainda conquistou o título do Campeonato Capixaba.

Nessa entrevista exclusiva ao Gazetaesportes.com, Jayminho relembra sua passagem pelo futebol capixaba e a amizade com o atual treinador da Locomotiva: "Mauro foi um dos melhores da sua época".


Do Mengão para a Tiva

Eu trabalhava nas categorias de base do Flamengo e a Desportiva pegou quatro jogadores do juniores do Flamengo que estouraram idade. Tinha esse intercâmbio na época. A Desportiva não começou bem a Série B e o Isaías Tinoco conversou com o presidente da Desportiva (Edvaldo Rocha Leite) dizendo que tinha eu lá. O presidente não me conhecia, arriscou e acabou dando certo. Ele foi muito bacana comigo e deu um voto de confiança. A gente teve o acesso e depois teve o título do Campeonato Capixaba.

Lembranças

O futebol depende muito da aceitação e os jogadores me aceitaram muito bem. Fiz grandes amigos, como o Paulo Sérgio, que é como um irmão para mim. Minha família não foi para Vitória, então o Paulo Sérgio me deu o maior apoio, me acolheu. A gente almoçava junto todo dia na casa dele. Isso me ajudou a suportar a saudade.

 

Mauro Soares

Ele foi um dos melhores jogadores da Desportiva na época e já era muito conhecido no futebol. Era o número 10 do time e depois foi para Portugal. Ele era um cara muito técnico e jogava muito bem. Tivemos um relacionamento legal e fui no casamento dele.

Jogo marcante

Eu lembro de tudo. Fomos enfrentar o Remo lá em Belém e era o time a ser batido. Todo mundo achava que a Desportiva iria perder naquele dia, mas no futebol a gente não perde antes, tem que jogar primeiro. Começamos jogando para frente e o Remo fez dois gols totalmente irregulares. Mesmo com todas as dificuldades o Mauro fez dois gols e ganhamos por 4 a 3 com arbitragem contra. Foi um jogo fantástico, um dos melhores da minha carreira. E não foi no Mangueirão, foi no estádio do Remo mesmo.

 

Reencontro

Com certeza vai ser um prazer rever o Mauro, o seu Edvaldo também, sempre que fui aí a gente se falou. Gosto muito de Vitória. É uma cidade gostosa! Adoro a moqueca capixaba, o Triângulo das Bermudas, ali na Praia do Canto, eu morava ali perto. Fui muito bem recebido aí e guardo com muito carinho.

 

Amistoso no Estado

Por ser amistoso vão todos os jogadores que estão em condições. O Armero está machucado e o Guerrero vai estar na seleção, mas tirando os dois deve ir o time completo. Agora estamos totalmente voltados para o Brasileiro, mas no momento certo, quando estiver chegando o amistoso, a gente vai analisar a Desportiva. O Flamengo é muito querido e vai ser uma grande festa. Vai ser muito legal e emocionante poder participar disso.

 

Mauro elogia personalidade de Jayminho

O jeito calmo de hoje não é diferente do que Jayme de Almeida já apresentava há 23 anos. O tempo passou, mas o ex-jogador Mauro Soares lembra perfeitamente da personalidade do treinador da Desportiva naquela época.

"Ele sempre foi um cara muito tranquilo. É isso que cativa. Além disso, ele sabia muito taticamente. O Jayme é um cara que está sempre querendo que a equipe vença, cobra o máximo dos jogadores, mas sempre com uma conversa mais ponderada, sem levantar voz para ninguém. Tudo que ele conquistou foi pela maneira dele de ser e ele sempre brigou muito pela gente".

Principal jogador grená em 92 e titular absoluto, Mauro era um homem de confiança de Jayme. Ele ajudou o time no acesso à Série A e foi vendido para um clube da Europa antes do Campeonato Capixaba.

"Tínhamos um grupo forte naquele início de década. Contra o Remo fiz 2 gols, em Belém, e depois do jogo, já no hotel, ele me falou que fiz tudo que ele esperava de mim. Também lembro que assim que fui vendido enfrentaríamos o Vitória-BA. Falei com ele que não queria me arriscar por questão de lesão, ele aliviou minha barra e me liberou do jogo".

Assim como o auxiliar técnico do Flamengo, o treinador da Desportiva também espera um reencontro de muitas outras histórias para relembrar. "Seria um dos objetivos e eu acredito que a recíproca seja verdadeira. Ele também vem de lá querendo me encontrar, dar um abraço e cada um seguir com seu trabalho com respeito e admiração".


Fonte: Gazeta Online

Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo
(com informações: Gazeta Online)
Kairós FM


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