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Com contas atrasadas, Ufes corre risco de ficar às escuras.

Com o corte de 10% nas despesas de custeio (pagamentos de terceirizados e contas para manter o funcionamento da instituição) da Universidade Federal do Espírito Santo, anunciado no último mês, as dívidas se acumulam, dentre elas, a conta de energia, que está atrasada em um mês. E o pior: não há previsão de pagamento.

De acordo com o reitor da Ufes, Reinaldo Centoducatte, a reitoria, desde o início do ano, vem redimensionando os grandes contratos da universidade, sempre com o objetivo de não interromper as atividades dos quatro campi e do Hospital Universitário, como vem ocorrendo em outros Estados.

 “Temos tomado medidas para que os impactos sejam os menores possíveis, mas com os cortes, atividades podem ser afetadas”, admitiu.

Centoducatte lembrou que já houve corte de energia em universidade do Nordeste e acrescentou que já se reuniu com a EDP Escelsa. “Espero sensibilidade para que não exista cortes aqui”.

Por meio de nota, a EDP Escelsa informou que tem mantido contato com a instituição para solucionar a questão.


Cortes


Os cortes encaminhados pelo Ministério da Educação (MEC), além de atingir os 10% das verbas de custeio da Ufes, o que passaria de R$ 91 milhões para R$ 81 milhões; afetam, também, em 47% as verbas de capital, passando de R$ 29 milhões para R$ 15 milhões até o final do ano.

“Porém foi preservado as verbas destinadas ao pagamento de servidores, ao custeio dos hospitais e à assistência estudantil. Nada disso será afetado”, afirma.

O orçamento previsto para a Ufes este ano era de R$ 780 milhões aprovados pelo Congresso Nacional, porém com os cortes passaria para R$ 756 milhões.

O contrato com os terceirizados, que entra na parte do custeio, também é prejudicado. “As empresas ainda têm créditos a receber da universidade, nós reconhecemos isso. Temos feito conversas e discussões com cada uma delas de forma a aportar os recursos dentro do que está sendo disponibilizado para nós pelo MEC”, disse.

Uma comissão da Ufes se reuniu com o MEC para discutir os cortes.

“A nossa proposta foi manter o orçamento como aprovado pelo Congresso Nacional e a possibilidade de remanejamento das rubricas internas para que a gente possa fechar o ano de 2015”, conta. O MEC ficou de analisar as propostas da Ufes e dará um posicionamento até o final deste mês.


Dívida de até R$ 13 milhões

Caso a proposta da Ufes feita ao MEC para manter o orçamento da universidade como aprovado pelo Congresso Nacional e a possibilidade de remanejamento das rubricas internas seja negada pelo ministério, a dívida da universidade com o custeio, ao final do ano, pode chegar ao valor de R$ 13 milhões.

“Hoje temos uma dívida em torno de R$ 5 milhões, se não pudermos remanejar verba de capital para o custeio, nossas contas não vão fechar”, afirma o reitor Reinaldo Centoducatte.

As empresas que têm mão de obra intensiva dentro da universidade como limpeza, restaurante universitário, vigilância, jardinagem e apoio técnico são prioridade. “A gente tem procurado fazer o desembolso que não é 100% do devido, mas o mínimo que permita que elas continuem operando junto a universidade e cumprido suas funções junto a comunidade acadêmica”, afirma o reitor.

Fonte: Gazeta Online

Da Redação Multimídia

Departamento de Jornalismo
(com informações: Gazeta Online)
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